O jogo de tiro em primeira pessoa Call of Duty é famoso por suas intensas batalhas em cenários de guerra. Mas em um evento recente, o jogo foi envolvido em um acidente fatal. No final de maio de 2021, um jovem de 18 anos do Brasil foi atingido por um veículo quando saiu de casa para comprar um adaptador para o seu headset de realidade virtual, que estava usando para jogar Call of Duty. Infelizmente, ele não sobreviveu aos ferimentos.

O acidente trágico chocou a comunidade de jogos e levantou questões sobre a segurança da realidade virtual e a responsabilidade da indústria de jogos. Afinal, os jogadores que entram em mundos virtuais imersivos estão expostos a perigos reais?

A realidade virtual tem se tornado cada vez mais popular na indústria de jogos. Com a crescente adoção de headsets VR, os jogadores têm a oportunidade de experimentar uma imersão ainda maior em mundos de jogos. Mas, como em qualquer tecnologia avançada, há riscos envolvidos.

A questão da segurança na realidade virtual é complexa e multifacetada. Existem várias preocupações, incluindo a saúde física, a saúde mental e a segurança dos dados. No entanto, em relação ao acidente fatal de Call of Duty, a questão da segurança física é a mais preocupante.

Embora não se saiba exatamente como o acidente aconteceu, é possível que o jovem de 18 anos tenha perdido a noção do mundo real enquanto jogava e de repente entrou na rua. Isso pode ter sido causado pelo fato de que o headset de realidade virtual o isolava do mundo ao seu redor.

Ainda não sabemos se a culpa recai totalmente sobre o jogo ou o jogador. No entanto, a responsabilidade da indústria de jogos em garantir a segurança dos jogadores é indiscutível. Então, o que é que a indústria de jogos está fazendo para proteger seus jogadores?

Uma resposta à questão da segurança na realidade virtual é o uso de avisos e limites. Alguns jogos, como o Oculus Quest, possuem notificações de segurança incorporadas aos seus sistemas. Essas notificações lembram os jogadores de olhar ao seu redor a intervalos regulares e avisam quando eles se aproximam de uma parede ou obstáculo.

No entanto, as notificações não são uma solução infalível. Os jogadores ainda podem ficar tão imersos no jogo que ignoram as notificações. É por isso que cabe às empresas de jogos criar limites para garantir a segurança dos jogadores. Por exemplo, alguns jogos limitam o tempo de jogo do jogador e fazem pausas regulares.

No entanto, a questão da segurança física em jogos de realidade virtual é muito mais complexa do que apenas adicionar avisos e limites de tempo. Já existem pedidos para que a indústria de jogos seja mais rigorosa no teste da segurança do jogo e que as agências de regulamentação comecem a regular os jogos de realidade virtual.

O acidente fatal de Call of Duty foi um lembrete doloroso de que os perigos do mundo real ainda existem, mesmo dentro de mundos virtuais. A indústria de jogos tem uma responsabilidade moral e legal em proteger seus jogadores. Embora não haja soluções fáceis para garantir a segurança na realidade virtual, é importante que a indústria de jogos continue explorando e desenvolvendo medidas que possam limitar o risco de perigos físicos.